Etiquetas de orientação energética obrigatórias estão sendo propostas para todos os televisores vendidos nos Estados Unidos, em uma tentativa de oferecer aos consumidores mais informações sobre o custo energético de assistir à televisão.
A Comissão de Comércio Federal (FTC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que está dirigindo a iniciativa de etiquetagem, está neste caminho desde 2007, quando o Congresso aprovou uma ata de energia que dava à FTC autoridade para exigir a revelação de dados sobre o consumo de energia nos produtos.
Os selos Energy Star já aparecem na maioria dos televisores eficientes que estão no mercado, em uma tentativa de promover as marcas que consomem menos energia. A etiquetagem obrigatória se basearia nos mesmos procedimentos de testes utilizados pelo programa Energy star.
De acordo com o promotor da FTC, Hampton Newsome, "os televisores maiores consomem muita energia, tanto quanto uma geladeira". Um televisor de plasma médio consome três vezes mais energia que um aparelho de tubos de raios catódicos antigo, enquanto os aparelhos com tela de cristal líquido (LCD, na sigla em inglês) usam apenas 43% mais do que os de tubos.
Ele estima que as TVs maiores consomem até 75 dólares por ano, baseado nos custos de eletricidade e em um uso do aparelho por cinco horas diárias. Como nos anos de 1970 e 1980 havia pouca variação no consumo de energia dos aparelhos, o Departamento de Energia dos Estados Unidos optou por não exigir a revelação de dados energéticos, já que não ajudaria os consumidores.
O departamento revisitou a questão da etiquetagem em 2007 depois de realizar consultas e descobrir que os televisores modernos de tela plana variam muito em relação a seu consumo de energia. Um televisor de tela plana de 65 polegadas pode consumir entre 135W e 433W, dependendo das opções e marcas. De modo parecido, um modelo de LCD de 52 polegadas pode variar de 115W a 329W.
Um grupo de defesa ambiental de Nova York, o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, estima que o consumo de televisores represente entre 10% e 250% do uso de energia anual nas residências, e cerca de 1% do uso de eletricidade nos Estados Unidos. A Califórnia está abrindo o caminho na tentativa de reduzir a quantidade de energia consumida por televisores.
Em novembro, a Comissão de Energia da Califórnia aprovou novos padrões de eficiência que os televisores devem cumprir a partir de 2011. A comissão estima que a medida economizará 8,1 milhões de dólares dos Estados Unidos em custos energéticos dentro de uma década, o suficiente para suprir 864 mil casas.
Ontário também disse que considera seguir o exemplo da Califórnia de exigir que os televisores vendidos na província sejam eficientes energeticamente, mas não estabeleceu prazo para legislar o assunto.